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JAN
23
 
 O QUE APRENDER COM AS HISTÓRIAS DAS RAINHAS QUE FIZERAM HISTÓRIA?
AESE Women Learder’s Forum com Isabel Stilwell

Nascida de uma família inglesa numerosa, mãe de 3 filhos, jornalista e escritora, a Isabel Stilwell reconhece-se a capacidade de saber rir-se de si própria.“O bom humor torna a vida muito melhor”, na medida em que permite o aperfeiçoamento pessoal. Isabel Stilwell esteve na AESE como exemplo de uma mulher feliz, pessoal e profissionalmente, para dar conta dos ensinamentos das Rainhas portuguesas cuja vida tem investigado. D. Teresa e D. Isabel de Aragão são as protagonistas das suas duas obras mais recentes, depois de ter escrito sobre D. Filipa de Lencastre, D. Catarina de Bragança, D. Amélia e D. Maria II.

A conferência colóquio sobre “O que é, afinal, ser Rainha?”, decorreu no contexto do AESE Women Leader’s Forum, no qual, cerca de 70 dirigentes e executivas, Alumnae da AESE, demonstraram como é possível aprender com alegria as lições sérias da vida.


“Era uma vez…” o fascínio por rainhas portuguesas
Com frequência, as pessoas tendem a planear o seu percurso delineando as várias etapas; mas a “vida vai-se fazendo…”. Foi assim que as biografias históricas aconteceram na sua vida: “de forma imprevista”. Filha de um contador de histórias, a sua carreira destacava-se essencialmente pela colaboração em jornais e publicações jornalísticas. Até um dia, em que se apercebendo numa livraria que os romances históricos de heróis portugueses eram redigidos por estrangeiros, chamou a si o desafio de fazê-lo.


O denominador comum das líderes com coroa
O contacto com as personalidades retratadas permitiu-lhe perceber que “a essência humana é a mesma”, não obstante o tempo que as separa da atualidade e a “cultura que as modela”. Apesar de possuírem personalidades distintas, as rainhas partilharam caraterísticas como o facto de “não terem sido livres”. Por inspiração religiosa, tinham a noção do poder temporal que lhes assistia e, consequentemente, uma postura de serviço a Deus e à Pátria. Tiveram também “um pai ou um avô que lhes deram voz, que as ouviram e as respeitaram, da mesma forma que tiveram mães ativas e comprometidas que serviram de exemplo de empenho e iniciativa. Tinham conhecimentos adquiridospor educação e uma autoestima saudável. Ao longo das suas vidas demonstraram ter orgulho das suas origens, do que representavam, da família e do reino a que pertenciam.


À margem da sessão, Isabel Stilwell explicou ainda como as rainhas compaginavam a fortaleza de carácter, o pragmatismo empreendedor e a vulnerabilidade, e em quem se inspiravam para definir o seu perfil de liderança.